A
Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) apresenta de terça a
sexta-feira (13 a 16/12), a 3ª Feira do Projeto
Artesanato Irapé. O evento faz parte do convênio com a Empresa de Extensão Rural de Minas Gerais (Emater/MG) para promoção e incentivo do
artesanato entre as famílias reassentadas pela Usina de Irapé, no Vale
do Jequitinhonha. A intenção é fomentar alternativas
de renda para os participantes. A 3ª Feira do Projeto Artesanato Irapé
acontece no jardim inferior do edifício-sede da Cemig, na Av. Barbacena,
1.200, Santo Agostinho, em Belo Horizonte.
Os
artesãos irão expor e comercializar peças em bordado, crochê, tricô,
costura e trançados em fibras vegetais. As
peças expostas este ano demonstram a evolução do trabalho apoiado nas
tradições regionais e orientações recebidas nas oficinas do projeto. O
evento também conta com a participação especial das bordadeiras de
Andrequicé, município de Três Marias, que passaram
por um processo semelhante de incentivo para organizar a produção de
seu artesanato. Uma novidade para a feira deste ano é o estande de
agroindústria que trará produtos da região, como farinha e mel.
O
convênio, batizado de ''Projeto Artesanato Irapé: Resgatando Valores e Cultura através do Artesanato'', foi firmado
no final de 2008. Com investimento total de R$ 500 mil, teria duração
de dois anos. O comprometimento por parte dos artesãos, o sucesso obtido
na evolução das peças e a grande aceitação desse artesanato pelos
diversos públicos presentes nos eventos nos quais
participaram, levaram a Cemig e a Emater/MG a estender o convênio até o
final de 2012. O projeto teve início com a identificação dos
reassentados com potencial e que desejavam participar. Nessa atividade,
foram confirmados cerca de 140 agricultores familiares
em diversas associações.
Os
artesãos estão hoje vinculados a 28 associações de reassentamento. Eles
se distribuem por 102 fazendas, situadas
em 17 municípios do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas: Botumirim,
Cristália, Grão Mogol, Francisco Dumont, Montes Claros, Itacambira,
Janaúba, Francisco Sá, Berilo, José Gonçalves de Minas, Leme do Prado,
Turmalina, Diamantina, Capelinha, Água Boa, Angelândia
e Itamarandiba.
Apoio
Segundo
o coordenador do Projeto Artesanato Irapé, Márcio Rodrigues Corrêa, a
ação possui aspectos positivos fundamentais
para a população reassentada. “O primeiro aspecto é proporcionar o
resgate da cultura do local de origem dos reassentados no novo local de
moradia, distante do original. O segundo é proporcionar às famílias uma
renda de forma consistente e sem os riscos e
incertezas das lavouras de subsistência na região. Poderíamos
acrescentar um terceiro aspecto que é a valorização do trabalho da
mulher reassentada, que é a quase totalidade dos grupos de artesãos.”
Organização dos reassentados
Até
o momento, foram realizadas 18 oficinas de capacitação, alternadas
entre as fazendas das margens direita e esquerda
do rio Jequitinhonha. Dando continuidade ao trabalho, os técnicos da
Emater realizam inúmeras visitas às fazendas estruturando os grupos de
produção de artesanato. Dessas visitas, foram organizados 18 grupos de
produção de peças de artesanato.
O
projeto foi dividido em três etapas distintas. A primeira foi a
identificação dos artesãos e suas habilidades.
Nessa fase também foi feita a capacitação e organização dos grupos de
produção e percepção da qualidade dos produtos. Na segunda, e atual,
entram o aprimoramento de técnicas, a capacitação para gestão coletiva e
a participação em feiras. No terceiro momento
será lançado um catálogo das peças e a participação em feiras
nacionais.
3ª Feira do Projeto Artesanato Irapé
Período: 13 a 16/12
Horário: 10 às 19 horas (terça-feira)
e 8 às 19 horas (quarta a sexta-feira)
Local: Jardim inferior do edifício-sede
da Cemig
Endereço: Av. Barbacena, 1.200, Santo
Agostinho – Belo Horizonte

Parabéns a equipe da CEMIG pela valorização e promoção da arte e artesanato desta brava gente brasileira. Sucesso sempre.
ResponderExcluir