sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fibra ótica para monitoramento de grandes estruturas?

Quando você pensa em fibra ótica, qual é a primeira coisa que vem a mente? Sua tv a cabo? Linha telefônica? E monitoramento de estruturas? Essa é a função do novo equipamento desenvolvido pela Cemig em conjunto com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, que permitirá avanços no monitoramento de edificações e grandes estruturas.


Mas como isso é possível? O Sistema de Monitoramento Distribuído de Temperatura e Força (SMDTF), analisa as perturbações da luz que trafegam dentro da fibra óptica para a avaliação da temperatura, força e deformação mecânica em estruturas, como barragens de usinas, torres de transmissão e linhas subterrâneas. Isso é possível usando somente a fibra óptica como sensor e transmissor desses valores, graças a uma forma inovadora de medição da intensidade de luz por equipamentos denominados Optical Time Domain Reflectometers (OTDR), já utilizados para analisar a qualidade das fibras óticas.


As vantagens desse novo equipamento, em relação às tecnologias tradicionais, é que ele permite o sensoriamento e a transmissão das medições realizadas na velocidade da luz. A medição será precisa e rápida, conferindo maior segurança e garantia da eficiência operacional das grandes estruturas.


No setor elétrico, o novo equipamento óptico vai auxiliar o monitoramento da temperatura e a força ao longo das linhas de transmissão e distribuição de energia, bem como a força aplicada a barragens, torres de transmissão e equipamentos como geradores e transformadores, dentre outros. Além disso, será possível avaliar qualquer grande estrutura, como prédios residenciais e comercias. O equipamento também pode ser utilizado no monitoramento da temperatura e esforços de gasodutos e oleodutos.


O projeto ainda está sendo realizado, e a previsão é de dois anos. O primeiro protótipo, que vai medir a temperatura, já foi testado e validado. O segundo protótipo, que será desenvolvido ao longo deste ano, irá medir a força. Ao todo serão investidos R$ 2,4 milhões no projeto, sendo R$ 1,4 milhão pela Cemig e R$ 1 milhão pelo CPqD.


A intenção é que, ainda em 2012, esteja consolidada a primeira versão comercial do equipamento, para que no próximo ano seja possível a comercialização de novas unidades de acordo com a demanda.

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